Domingo, 1 de Maio de 2011

Linton Kwesi Johnson

Linton Kwesi Johnson



Ao ser convidado a colaborar uma vez mais com a franquia eletrônica da Modo de Usar & Co., o poeta e crítico maranhense Reuben da Cunha Rocha (São Luís do Maranhão, 1984), de quem já publicamos traduções para poemas do norte-americano Kenneth Rexroth (1905 - 1982), sugeriu um artigo sobre o poeta Linton Kwesi Johnson, nascido em Chapelton, Jamaica, em 1952. Muito conhecido por seu trabalho vocal, Johnson foi o segundo poeta vivo a integrar a coleção "Penguin Modern Classics" com a publicação dos seus Selected Poems pela casa britânica em 2002.

Segue abaixo o artigo, com uma seleção de textos e performances do poeta radicado em Londres. Como introdução aos que não conhecem o trabalho de LKJ, iniciamos esta postagem com um vídeo em que vocaliza um de seus textos em patois, intitulado "If I Woz A Tap Natch Poet", com o volume da Penguin em mãos. O vídeo foi produzido pelo jornal The Guardian e filmado na Biblioteca de Brixton.


--- Modo de Usar & Co.


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If I Woz A Tap Natch Poet


Linton Kwesi Johnson vocaliza seu poema "If I Woz A Tap Natch Poet", incluído em Mi Revalushanary Fren - Selected Poems (Londres: Penguin Modern Classics, 2002). Filmado na Biblioteca de Brixton.


"If I Woz A Tap Natch Poet": if I woz a tap-natch poet like Chris Okigbo / Derek Walcott / ar T.S. Eliot // ah woodah write a poem / soh dam deep / dat it bittah-sweet like a precious / memory / whe mek yu weep / whe mek yu feel incomplete // like wen yu lovah leave / an dow defeat yu kanseed / still yu beg an yu plead / till yu win a repreve / an yu ready fi rack steady / but di muzik done aready // still / inna di meantime / wid mi riddim / wid mi rime / wid mi ruff base line / wid mi own sense a time / goon poet haffi step in line / caw Bootahlazy mite a gat couple touzan / but Mandela fi im / touzans a touzans a touzans a touzans // if I woz a tap-natch poet / like Kamau Brathwaite / Martin Carter / Jayne Cortez ar Amiri Baraka // ah woodah write a poem / soh rude / an rootsy / an subversive / dat it mek di goon poet / tun white wid envy // like a candhumble/ voodoo/ kumina chant / an ole time calypso ar a slave song / dat get ban / but fram granny // rite / dung / to / gran / pickney // each an evry wan / can recite dat-dey wan // still / inna di meantime / wid mi riddim / wid mi rime / wid mi ruff base line / wid mi own sense a time // goon poet haffi step in line / caw Bootahlazy mite a gat couple touzan / but Mandela fi im / touzans a touzans a touzans a touzans // if I woz a tap-natch poet / like Tchicaya U Tam'si / Nicolas Guillén / ar Lorna Goodison // ah woodah write a poem / soh beautiful dat it simple / like a plain girl / wid good brains / an nice ways / wid a sexy dispozishan / an plenty compahshan / wid a sweet smile / an a suttle style // still / mi naw goh bow an scrape / an gwan like a ape / peddlin noh puerile parchment af etnicity / wid ongle a vaig fleetin hint af hawtenticity / like a black Lance Percival in reverse / ar even worse / a babblin bafoon whe looze im tongue // no sah / nat atall / mi gat mi riddim / mi gat mi rime / mi gat mi ruff base line / mi gat mi own sense a time // goon poet haf tuh step in line / caw Bootahlazy mite a gat couple touzan / but Mandela fi im / touzans a touzans a touzans a touzans.


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Linton Kwesi Johnson: forma, função, contexto


por Reuben da Cunha Rocha


O poeta, ativista e sociólogo Linton Kwesi Johnson nasceu na cidade de Chapelton, Jamaica, em 1952. Radicado na Inglaterra desde 1963, sua obra faz passagem entre a tradição crioula da poesia caribenha e o reggae, sendo inaugural do gênero que ficou conhecido como dub poetry.

LKJ é um dos nomes mais significativos da cena dub e roots reggae britânica, pertencendo à sua primeira leva de artistas europeus, ao lado de bandas como Steel Pulse, Aswad e Black Slate, que na década de 1970 trouxe novos repertórios de informação para a música jamaicana. Até onde sei, com exceção do trabalho conjunto do poeta Celso Borges, do produtor e jornalista Otávio Rodrigues e do baixista Gerson da Conceição no projeto Poesia Dub (http://www.myspace.com/bumbabeatsoundsystem), a repercussão da obra de LKJ no Brasil é praticamente restrita ao ambiente musical. Em 1994, Johnson gravou uma participação no disco Severino, dos Paralamas do Sucesso, e no mesmo ano se apresentou em Salvador, a convite do Olodum.

O poeta publicou os livros Voices of the Living and the Dead (1974), Dread Beat an' Blood (1975), Inglan is a Bitch (1980), Tings an' Times: Selected Poems (1991), Mi Revalueshanary Fren (2002), com o qual se tornou o primeiro poeta negro no catálogo da Penguin Classics, e Selected Poems (2006). Tem quase 20 álbuns lançados, entre os quais Dread Beat an’ Blood (1978), Forces of Victory (1979), Bass Culture (1980), Making History (1983) e os três volumes do LKJ in Dub, além de ter criado o selo LKJ Records, em meados dos anos 80.

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LKJ vem atuando desde a adolescência em diversas frentes de defesa dos direitos civis, tendo passagens pela Black Panther Youth League, pelo Black Students Moviment e pelo Race Today Collective. Esteve à frente na organização do Creation For Liberation, organismo dedicado à promoção de artistas negros num contexto em que sua presença nas galerias de arte era quando muito improvável; atuou como crítico musical no Race Today Review, e como repórter na BBC e no Channel Four. Linton Kwesi Johnson costuma referir-se à época junto aos Panteras Negras como a de seu despertar para a poesia, sobretudo pela descoberta da obra do norte-americano W. E. B. DuBois, o autor de Souls of Black Folk.

Johnson é parte de uma segunda geração de imigrantes caribenhos no Reino Unido, cujo principal traço é terem nascido ou ido muito jovens para a Europa, algo que, por paradoxo, acentua ao mesmo tempo sua pertença a uma classe operária tipicamente britânica e o sentimento de dupla diáspora – da África para a América, e daqui para o Velho Mundo. Além disso, as tensões sociais experimentadas pelas comunidades negras recrudescem de maneira implacável na Inglaterra dos anos 70, graças a um auge de racismo institucionalizado cujo coroamento se dá com o governo de Margareth Thatcher. Isto não configura mero ornamento contextual, mas é a base para o fundo generalizado dos conflitos que não apenas forjam a ação e a obra do poeta, como também são imprescindíveis para o entendimento da força que seu trabalho possui.

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Após a publicação de seus dois primeiros livros, LKJ conhece o músico e produtor Dennis Bovell. Ele é guitarrista da Matumbi, uma das primeiras bandas de roots reggae britânicas a realizar shows autorais no país. Até então, este circuito era partilhado entre os sound systems – munidos exclusivamente de singles jamaicanos – e um mercado fonográfico alimentado por “reggae versions” de hits pop, circunstância em que o destino mais provável a um músico negro era o trabalho nos live acts dos cantores norte-americanos de soul.

Em 1978, Linton Kwesi Johnson e a Dennis Bovell Dub Band lançam o disco Dread Beat an’ Blood, creditado a Poet And The Roots, dando início a uma parceria que dura até os dias de hoje. As versões musicadas dos poemas são extensões naturais duma obra que LKJ costuma mesmo afirmar ser toda escrita para voz e percussão. O resultado remete aos toasting records dos DJs jamaicanos, com a especificidade de que já não é a fala que se sobrepõe às trilhas dub, mas as músicas é que são compostas para os textos.

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A investigação textual do patois, a devora jamaicana da língua inglesa, e o engajamento na exposição das condições de vida nos subúrbios do Reino Unido são duas conhecidas marcas da poesia de Linton Kwesi Johnson.

Parte expressiva de sua produção responde direta, e por vezes imediatamente a situações de conflito ou trauma coletivo. Poemas como “Sonny’s Lettah (Anti-Sus Poem)”, cujo título menciona a “Sus Law”, lei que autorizava a polícia a deter e mesmo a prender “cidadãos suspeitos”, condenados antecipadamente em nome da prevenção de crimes – na prática, uma carta branca para o uso indevido de força policial, que em determinadas regiões chegava a funcionar como verdadeira força de ocupação –, ou “New Craas Massahkah”, poema escrito no calor do evento conhecido como New Cross Fire, o incêndio em New Cross Road que matou 13 jovens negros reunidos numa festa de aniversário, em 18 de janeiro de 1981. Ninguém foi preso pelo ocorrido, o que alimentou a suspeita geral de conivência da polícia, e terminou por desencadear uma série de revoltas pelos meses seguintes, entre as quais o “Bloody Saturday” que em abril mobilizou cerca de 5.000 pessoas em Brixton.



Linton Kwesi Johnson vocaliza o texto “New Craas Massahkah”.


Nas suas apresentações ao vivo, ainda hoje Linton Kwesi Johnson não perde a chance de remeter aos motivos de produção de trabalhos como estes, particularizando temas cuja abrangência é de generalidade. Deste modo, ao tempo em que sua poesia está comprometida com a experiência imediata, também tem parte na formatação de uma memória cultural, coletiva, produzindo efeitos duradouros e um verdadeiro atestado de existência para grupos raciais espremidos entre o baculejo e a indiferença.

A opção política/estética pelo uso do patois jamaicano é uma força experimental de sua poesia. A literatura caribenha já conhecia, em autores como o barbadiano Edward Kamau Brathwaite (n. 1930) e a poeta jamaicana Louise Bennett (1919 - 2006), a pesquisa das sonoridades dos dialetos rurais, dos temas populares, dos ritmos do jazz e do calipso, mixados à métrica do verso inglês. Linton Kwesi Johnson está sintonizado com esta tradição quando, na Inglaterra, realiza suas experimentações com a prosódia do reggae, fazendo a ponte entre DJs como Prince Buster, Dillinger, U-Roy e DJ Youth e poetas como Mutabaruka, Benjamin Zephaniah, Oku Onuora ou Jean “Binta” Breeze. Suas vocalizações deslocam os poemas de suas propriedades métricas para qualidades melódicas e rítmicas mais maleáveis, inapreensíveis senão quando performadas.

Ao mesmo tempo, a codificação escrita do patois no contexto britânico dos anos 70 amplifica o espaço de sentidos desta língua – não tanto por qualquer transformação linguística, mas porque ela assume dimensão identitária, elo entre as populações de imigrantes caribenhos nas suas demandas por auto-reconhecimento e estima. A transcontextualização da língua jamaicana arranha códigos culturais mais amplos, como o do vínculo colonialista, correndo agora em fluxo de ocupação reverso.

Outro deslocamento tem curso no próprio reggae, uma vez que o poeta faz questão de reiterar que o gênero não é algo como um artefato do folclore jamaicano, mas uma caixa de ferramentas em aberto, ao contrário do que davam a entender os sound systems que, por princípio, preteriam artistas britânicos em favor das pedras jamaicanas, numa espécie de corrida por autenticidade que equalizou boa parte das transmissões da década.



(Excerto de um documentário sobre Linton Kwesi Johnson)


Todos estes níveis de experiência política/estética desencadeados pela obra de Linton Kwesi Johnson sobrevivem às solicitações específicas de seu contexto de produção, além de tudo, porque começam a ser saboreados no próprio ato da leitura. A grafia, o vocabulário e a sintaxe de sua escrita praticamente exigem que o leitor empreenda a vocalização dos textos, sob o risco de incompreensão, o que me remete ao que diz o autor sobre sua poesia ser ao mesmo tempo para olhos e ouvidos.



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POEMAS DE LINTON KWESI JOHNSON


Inglan is a bitch





w'en mi jus' come to Landan toun
mi use to work pan di andahgroun
but workin' pan di andahgroun
y'u don't get fi know your way aroun'

Inglan is a bitch
dere's no escapin' it
Inglan is a bitch
dere's no runnin' whey fram it

mi get a lickle jab in a big 'otell
an' awftha a while, mi woz doin' quit well
dem staat mi aaf as a dish-washah but
w'en mi tek a stack, mi noh tun clack - watchah!

Inglan is a bitch
dere's no escapin' it
Inglan is a bitch
no baddah try fi hide fram it

w'en dem gi' you di lickle wage packit
fus dem rab it wid dem big taxi rackit
y'u haffi struggle fi mek en's mett an'
w'en y'u goh a y'u bed y'u jus' cant sleep

Inglan is a bitch
dere's no escapin' it
Inglan is a bitch fi true
a noh lie mi a tell, a true

mi use to work dig ditch w'en it cowl no bitch
mi did strang like a mule, but, bwoy, mi did fool
den awftah a while mi ju' stap dhu ovahtime
den awftha a while mi jus' phu dung mi tool

Inglan is a bitch
dere's no escapin' it
Inglan is a bitch
yu'a haffi know how fi suvvive in it

well mi dhu day wok an' mi dhu nite wok
mi dhu clean wok an' mi dhu dutty wok
dem seh dat black man is very lazy but
if y'u si how mi wok y'u woulda sey mi crazy

Inglan is a bitch
dere's no escapin' it
Inglan is a bitch
y'u betta face up to it

dem have a lickle facktri up inna Brackly
inna disya facktri all dem dhu is pack crackry
fi di laas fifteen years dem get mi laybah
now awftah fifteen years mi fall out a fayvah

Inglan is a bitch
dere's no escapin' it
Inglan is a bitch
dere's no runnin' whey fram it

mi know dme have work, work in abundant
yet still, dem mek mi redundant
now, at fifty-five mi gettin' quite ol'
yet still, dem sen' mi fi goh draw dole

Inglan is a bitch
dere's no escapin' it
Inglan is a bitch fi true
is whey wi a goh dhu 'bout it?



§


It Dread Inna Inglan





Dem frame up George Lindo up in Bradford town
but de Bradford blaks dem a rally round
me seh dem frame up George Lindo up in Bradford town
but de Bradford blaks dem a rally round

Maggi Tatcha on di go
wid a racist show
but a she haffi go
kaw,
rite now,
African
Asian
West Indian
an´ Black British
stan firm inna Inglan
inna disya time yah.

Far noh mattah wat dey say,
come wat may,
we are here to stay
inna Inglan
inna disya time yah...

George Lindo - im is a workin man
George Lindo - im is a famili man
George Lindo - he never do no wrong
George Lindo - di innocent wan
George Lindo - im nuh carri do dagger
George Lindo - im is not no robber
George Lindo - dem haffi let im goh
George Lindo - dem betta free im now !



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New Craas Massahkah





first di comin / and di goin / in an out af di pawty // di dubbin / an di rubbin / an di rackin to di riddim // di dancin / an di scankin / an di pawty really swingin // den di crash / an di bang / an di flames staat fi trang // di heat / an di smoke / an di people staat fi choke // di screamin / an di cryin / an di diein in fi fyah... // wi did know seh it coulda happn / yu know – anytime, anywhe / far dont it happn to wi / an di Asians dem already? / but in spite a all dat / evrybady woz still shack / web wi get di cowl facks / bout dat brutal attack / wen wi fine out bout di fyah owevah New Craas / bout di innocent life dem whe laas / bout di physically scard / di mentally mard / an dem relatives who tek it soh aad / an yu know, aldow plenty people woz surprised // fi know seh dem kine a ting deh / couda happn to wi / inna disya Great Britn / inna Landan tiddey / an a few get frightn / an a few get subdue / almost evrybady ad to sympahtize / wid di love wans of di inju an di ded / far disya massakah mek wi come fi realise / it couda be mi / it couda be yu / ar wan a fi wi pickney dem / who fell victim to di terrah by nite // but wait / yu noh remembah / how di whole a black Britn did rack wid grief / how di whole a black Britn tun a melancally blue / nat di passible blue af di murdarah´s eyes / but like di smoke af gloom on dat cowl sundey mawnin // but stap / yu noh remembah / how di whole a black Britn did rack wid rage / how di whole a black Britn tun a fiery red / nat di callous red af di killah´s eyes / but red wid rage like di flames af di fyah // first di lawfin / an di taakin / an di stylin in di pawty // di movin / an a groovin / an a dancin to di disco // di jokin / an di jivin / an di joy af di pawty // den di panic / an di pushin / an di borin through di fyah // di runnin / an di jumpin / an di flames dem risin highah // di weepin / and moanin / o di harrow af di fyah... // is a hellava someting fi true yu know / wat a terrible price wi haffi pay dow, mah / jus fi live a likkle life / jus fi struggle fi suvive / evryday is jus worries an struggle an strife / imagine, soh much young people / cut awf before dem prime / before di twilite a dem time / widout reazn nar rhyme / kyastin dis shadow af gllom awevah wi life // look how di police an di press / try dem despahret bes / fi put a stap to wi ques fi di trute / yu membah? fus dem seh it could be arson / den dem seh a fyah-bam / den dem seh maybe nat / dem imply it couda white / dem imply it couda black / who rispance fi di atack / gense doze innocent young blacks // instead a raisin di alaam / mek di public know wha gwaan / plenty paypah print pure lie / fi bline joe public eye / an di police dem plat an scheme / canfuse an canceal / mi hear seh / even di poor payrence af di ded dem try fi use / but yu know / in spite a dem wicked prapahghanda / wi refuse fi surrendah / to dem ugly innuendoh / far up till now / nat wan a dem / needah Stakwell, needah Wilson nar Bell / nat wan a dem can tell wi why / nat wan a dem can tell wi who / who tun dat nite af joy into a mawnin af sarrow / who tun di jallity into a ugly trajedy // first di comin / and di goin / in an out af di pawty // di dubbin / an di rubbin / an di rackin to di riddim // di dancin / an di scankin / an di pawty really swingin // di lawfin / an di taakin / an di stylin in di pawty // di movin / an a groovin / an di dancin to di disco // di jokin / an di jivin / an di joy af di pawty // den di crash / an di bang / an di flames staat fi trang // di heat / an di smoke / an di people staat fi choke // di screamin / an di cryin / an di diein in fi fyah // di panic / an di pushin / an di borin through di fyah // di runnin / an di jumpin / an di flames dem risin highah // di weepin / an di moanin / o di harrow af di fyah"







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Reuben da Cunha Rocha (São Luis/MA, 1984) tem poemas, traduções e ensaios publicados nas revistas Cult, Poesia Sempre, Modo de Usar & Co., Continuum e Revista de Autofagia.


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1 comentários:

marcelo sahea disse...

Reuben sempre certeiro! Muito bom.