Sábado, 16 de Abril de 2011

Leonardo Fróes



Leonardo Fróes nasceu em Itaperuna, município fluminense, em 1941. O poeta, tradutor, jornalista, naturalista e crítico literário brasileiro cresceu e foi criado, no entanto, na cidade do Rio de Janeiro. Como jornalista, foi redator do Jornal do Brasil e O Globo. Escreveu também para o Jornal da Tarde, de São Paulo, onde assinava a coluna "Verde". Viveu em Nova Iorque por alguns anos, passando também por alguns países europeus.

O poeta estreou em livro com a coletânea Língua Franca, em 1968. Seguiram-se A Vida em Comum (1969), Esqueci de Avisar que Estou Vivo (1973), Anjo Tigrado (1975), Sibilitz (1981), Assim (1986), Argumentos Invisíveis (1995), Um Mosaico Chamado a Paz do Fogo (1997), Quatorze Quadros Redondos (1998) e o mais recente Chinês com Sono Seguido de Clones do Inglês (2005).

É um dos mais importantes e respeitados tradutores brasileiros e, mesmo se esta constituísse sua única atividade artística, Leonardo Fróes já mereceria lugar de destaque no cenário cultural brasileiro contemporâneo. Traduziu para o português trabalhos de William Faulkner, Percy Bysshe Shelley, Malcolm Lowry, D. H. Lawrence, Jonathan Swift, George Eliot, Virginia Woolf, Rabindranath Tagore, André Maurois, Lawrence Ferlinghetti, Flannery O'Connor e Jean-Marie Gustave Le Clézio. Além disso, em seu trabalho como naturalista, trouxe para o País livros de especialistas como os do ornitólogo Helmut Sick e o mirmecólogo Edward O. Wilson.

Mas, além deste magnífico trabalho de tradução, Leonardo Fróes vem desde o final da década de 60 publicando com discrição seus livros tão bonitos de uma poesia delicada, sem alaridos, difícil de classificar e catalogar entre movimentos e gerações, o que talvez explique (mas certamente não justifica) certo silêncio que envolve seu trabalho. Especialmente quando consideramos sua qualidade. No entanto, se mesmo a poesia brasileira surgida na década de 50 ainda não foi devidamente compreendida fora das trincheiras de guerra entre grupos, apenas agora e aos poucos os poetas que estrearam na década de 60 vêm começando a receber maior atenção, alguns passando até mesmo por um processo de canonização, mas não sem polêmicas. A década viu o surgimento, além da poesia de Leonardo Fróes, de outras poéticas tão particulares e distintas entre si quanto as de Sebastião Uchoa Leite (1935 - 2003), Roberto Piva (1937 - 2010), Orides Fontela (1940 - 1998) e Torquato Neto (1944 — 1972), entre outros. Não é de surpreender que a crítica brasileira, que com frequência parece não saber distinguir o trabalho de crítica do de historiografia, sinta-se perdida, sem saber qual poética eleger como hegemônica para suas típicas generalizações. Assim, o trabalho destes poetas tem recebido, em geral, muito mais atenção crítica de outros poetas, mais jovens, que viram em alguns deles fonte de aprendizagem. Desta forma, alguns poetas ligados ao minimalismo de João Cabral, por exemplo, elegeriam como importante o trabalho de Uchoa Leite, ou poetas ligados a um trabalho mais visceral, digamos, sonhando unir os binômios vida/obra, que têm feito de Piva e Torquato mestres. Pessoalmente, confesso sempre ter tido minha atenção comandada, dentre os poetas surgidos naquela década, pelo trabalho de Orides Fontela. No entanto, pelo menos desde o lançamento de Vertigens - Obra reunida (1968-1998), a poesia de Leonardo Fróes vem encontrando a maior atenção que merece, sendo realmente uma das mais singulares do pós-guerra. É inócuo tentar enquadrá-lo nos debates entrincheirados do período. Quem sabe seu trabalho ajude a levar tanto nossa crítica como nossa historiografia literárias a uma atenção voltada ao trabalho individual de cada poeta. Se Pound dizia que a má crítica pode ser identificada por aquela que esquece o poema para falar do poeta, o que dizer da crítica brasileira, que esquece o poema e o poeta para dedicar-se muito mais ao "movimento", à "escola literária", fazendo de poemas e poetas meras tabelas ilustrativas?

Leonardo Fróes é um poeta muito bom, ainda aqui, vivo, produzindo, entre nós. Ao ler alguns de seus poemas, penso com frequência na declaração de Sérgio Buarque de Hollanda ao comentar outro poeta de Petrópolis, Dante Milano (1899 — 1991), sobre o qual disse em um ensaio: "Seu pensamento é de fato sua forma." O trabalho de Fróes parece-me uma boa fonte de aprendizagem sobre clareza de pensamento, simplicidade de apresentação que jamais se entrega ao meramente prosaico, aquilo que Ezra Pound chamava de "tratamento DIRETO da coisa, seja ela objetiva ou subjetiva."


Dia de dilúvio
Leonardo Fróes

Quando chove assim tão seguidamente na serra
e começa a pingar água na casa e a goteira
cresce e a pia entope e alaga o chão,
quando não cessa esse barulho insistente
de água penetrando em tudo e rolando,
sinto uma desproteção total violenta
e eu mesmo sendo dissolvido também
nessa casa alagada, não me acho
enquanto solidez: vou flutuando
como onda inconstante na correnteza.




Diretos, mas com uma sintaxe-duração que se estende e desdobra com frequência em orações únicas, encavalando sintagmas. Esta prática tem, como no grande exemplo que é o belíssimo poema "A enguia" de Eugenio Montale, implicações metafísicas muito frutíferas, que pediriam por si sós um ensaio. Poucos poetas brasileiros usaram o trabalho sintático desta maneira. Ao mesmo tempo, em alguns de seus poemas Leonardo Fróes pratica a justaposição de versos aparentemente desconexos, de forma paratática, o que nos lembra a poética de Murilo Mendes, com momentos de grande força imagética, de uma poesia fanopaica, quase surreal. Poderíamos mencionar aqui o conhecido "Mulheres de milho" (com sua escrita fortemente aliterativa, não tão comum em seus poemas) ou "Paisagem voando para o orgasmo", com sua urgência de expressão nada gratuita, ligada à apresentação do que o título já nos informara:


Trens sonolentos resfolegam
na gare do escuro rostos antigos se alumbram
e nos sorriem discreta-
mente a razão se estilhaça os sentidos
se destapam os cheiros se condensam os sabores
se associam ao cuspe a vida nos penetra o vento
(...)


(versos iniciais do poema "Paisagem voando para o orgasmo")


O poeta demonstra ainda, em alguns textos, um humor sutil, como em "A poesia e a matança dos mosquitos", que começa com os versos: "Cada poema original que escrevo à máquina contém pelo menos 2 ou 3 / cadáveres de mosquitos esfregados no rolo. / Isso porque escrevo muito de madrugada com a luz acesa. / Antes de amanhecer eu apago para espiar a mutação de cores. / Meu editor um dia vai receber a coleção completa."

Leonardo Fróes vive e trabalha, desde a década de 1970, em Petrópolis, em um sítio com a esposa e os filhos. Segue produzindo parte da poesia lírica mais sofisticada do país.


--- Ricardo Domeneck


§


POEMAS DE LEONARDO FRÓES



Metafísica e biscoito


no meio dos latidos da noite
quando o silêncio atinge a qualidade
dos latidos da morte e as folhas caem
impressionavelmente sangradas;
no meio frio de um colchão inquieto
com os olhos pensativos resvalando no teto
e as mãos descendo pelo corpo
como a buscar sua realidade longínqua
quando os morcegos da melancolia
atravessam sem bater entre as árvores
e alguma coisa enraizada confusa
parece brotar de novo entre as pernas;
nesse espaço fundamental reduzido
onde as idéias se sucedem largadas
numa associação intempestiva
que é impossível deter ou compreender;
no cerco sem limite de um quarto
que roda em vários mundos e alterna
com a sensação de não haver nada disso
que dá contorno e forma à própria insônia —
— o homem dá um salto e se puxa
para fora do pântano
e devora um biscoito
e bebe um copo d'água e acende
um cigarro e mais outro.



§


Mulheres de milho

Milhares de mulheres de milho
brotam do meu olho calado como espigas
fortes. No ar elas se endireitam

como folhudas criaturas carnosas
que ao vento se transmudam, de fêmeas,
em formosos penachos machos.

Acho graça na cruza; penso nisso
que é ser mulher a passo
de, sob a vertigem solar, virar confusa

hibridação. Abro-me. Brinco
de me dar. Rapto-me e opto-me
como se eu mesmo fosse me comer inteiro

enquanto as coisas simplesmente nascem.



§


Justificação de Deus


o que eu chamo de deus é bem mais vasto
e às vezes muito menos complexo
que o que eu chamo de deus. Um dia
foi uma casa de marimbondos na chuva
que eu chamei assim no hospital
onde sentia o sofrimento dos outros
e a paciência casual dos insetos
que lutavam para construir contra a água.
Também chamei de deus a uma porta
e a uma árvore na qual entrei certa vez
para me recarregar de energia
depois de uma estrondosa derrota.
Deus é o meu grau máximo de compreensão relativa
no ponto de desespero total
em que uma flor se movimenta ou um cão
danado se aproxima solidário de mim.
E é ainda a palavra deus que atribuo
aos instintos mais belos, sob a chuva,
notando que no chão de passagem
já brotou e feneceu várias vezes o que eu chamo de alma
e é talvez a calma
na química dos meus desejos
de oferecer uma coisa.



§


Sobre um tema de Confúcio

Que fique pelo menos um homem
sozinho num bar deserto pensando
em nada de especial e curtindo
pessoas atarefadas que passam.

Que a ele pelo menos aquilo
tudo — a pressa das tarefas e os carros —
pareça uma paisagem vazia
e até certo ponto sem cabimento.

Que esse homem sentado, soterrado
talvez em decepções amargas, se oriente
para ouvir a canção além dos passos
e além de sua própria pessoa

que assim no delírio urbano ressoa
sem função social senão deixar
que a boca filosofe assobiando
e o ouvido obediente perceba.



§


Estar estando


A impressão de estar, o lento
espanto que se repete. Aqui e onde, eis como
povôo ao mesmo tempo dois espaços
ou, mais que isso, passo a noite inteira
vivendo as sensações de um fragmento
que me é próprio, ou é-me o corpo todo,
e de repente vai sem deixar marca
entre o que foi e o há de ser. Deslizo
nessa fronteira vã que não separa
nada e ninguém, passado nem presente, simples
e uniforme
faixa de areia da qual jorram palavras,
visões, retratos, intenções. É sempre agora
e nunca, sempre sono e manhã, sempre uma coisa
que num jogo dual se nulifica
para sobrar de nós sempre esse caldo
de frustração e medo - ou de esperança.



§


Broche vivo


Tão leve no seu vestido estampado,
solto e com uma alça caída,
sentada embaixo de uma árvore
em cuja sombra o sol penetra
com finas riscas langorosas,
a mulher lendo, emparedada pelo livro
que tem nas mãos,
nem demonstra sentir na pele doce
a chuva ou saraivada de insetos
que a percorre, caindo em linha reta
da árvore espaçosa, e pousa
nos seus ombros nus, nos braços
e no cabelo sedoso,
para adornar-lhe o corpo pensativo
como jóias raras,
como broches vivos.



§


Paisagem voando para o orgasmo


Trens sonolentos resfolegam
na gare do escuro rostos antigos se alumbram
e nos sorriem discreta-
mente a razão se estilhaça os sentidos
se destapam os cheiros se condensam os sabores
se associam ao cuspe a vida nos penetra o vento
nos penteia e espalha
por coloridas areias os dias nos dividem
os horários nos limitam a memória escasseia o mar
devolve ondas vazias
em que já fomos levados
nas noites frias de outrora o outro espia o outro espera o outro
nos sedimenta em nosso desvario
e ensina um corpo à solidão
o outro ampara a nossa queda beija
nossos pudores e a boca
sempre entupida de espanto o canto explode
o gato canta a cama range o ar se fende o riso
nos comunica o gosto diferente
desse gesto largado o riso alarga eleva desarruma as gavetas
de nossa servidão coitidiana.



§


Missal sem cerimônia


Certo ar de falência, certa estrela
na testa, certa sorte bifronte, certos
objetos entesourados
no fundo de uma mala, certa mágoa
ambígua, o som de certos ambientes, a
impressão incerta de estar numa
travessia sem freios, a defesa
de certos itens na lembrança
caolha, certos
calafrios sem causa, o grau
de inocência e tristeza em certas horas
sombrias, a importância de certos
detalhes, a pergunta não-feita e sua certa
resposta incerta, o brilho
anterior a certos sinais dados
pela palavra espanto.



§


Metacomedia


a boca da rua aberta comia amor e pipoca
depois ia cuspir um cavalo na cabeça da fila
fálica do sono dos ônibus com olhos-engates
gozadamente se cumprimentando sorrindo
na crina da velocidade sem meta, e motos
raspavam na brecha roxa da nicotina contida
em cada beijo de sorvete-soquéte uma vitrine
de meias tardes fantas meias tintas vontades
adocicadas de passar escorrer iluminar
de pipoca gratuita o mar das caras
fechadas de madames-fachadas que também
ali seriam derretidas virando
uma esquina e papéis, cavalo e motos, rótulos
puxados para logo esquecer qualquer lugar
na platéia da boca: aplausos falas urros
sarros corridos entre os carros e a lua
vigésima de neoplástico imposta aos pés doídos
de todos os que estavam vagindo
vagando
vertendo, do mistério do céu, seu pó mais fino
que não tinha função e no entanto moldava
essa nossa comédia que é o pão dos divinos.


§


Eu e os cabides do destino


tudo cedo parado: e eu novamente confuso
usando a roupa de um fantasma tremido suando
de andar por dentro de uma árvore aberta
muito imprecisa e sem qualquer novidade
que fosse idêntica às dentadas do sono
ou aos cabides do destino abalados
pelo sinal de alguém entrando tremido
gemer no meu desejo dançado assim que eu
próprio pensando amargurado o mastigue
sentidamente absoluto e marcado usando
o tição da roupa etérea de um tardo
fantasma juvenil que me devora também
suando de andar no caule ambíguo dos meus
braços longos e rasos
rasos e longos
na tentativa de virar uma árvore onde
antes havia simplesmente essa dúvida
de dar ou receber os meus frutos
que são pessoas fugitivas do acaso.



§


A poesia e a matança dos mosquitos


Cada poema original que escrevo à máquina contém
...............[pelo menos 2 ou 3
cadáveres de mosquitos esfregados no rolo.
Isso porque escrevo muito de madrugada com a luz acesa.
Antes de amanhecer eu apago para espiar a mutação de cores.
Meu editor um dia vai receber a coleção completa.
Parece que Pablo Neruda colecionava por sua vez caramujos.
Uma senhora que me visitou outro dia achou que tenho alma de artista.
Como as pessoas são boas observadoras agora.
Os meus cachorros latem muito de noite quando estou escrevendo.
Eu acho isso muito chato porque fico tenso.
Às vezes eu penso que vai sair do mato um macacão enorme.



§


Introdução à arte das montanhas


Um animal passeia nas montanhas.
Arranha a cara nos espinhos do mato, perde o fôlego
mas não desiste de chegar ao ponto mais alto.
De tanto andar fazendo esforço se torna
um organismo em movimento reagindo a passadas,
e só. Não sente fome nem saudade nem sede,
confia apenas nos instintos que o destino conduz.
Puxado sempre para cima, o animal é um ímã,
numa escala de formiga, que as montanhas atraem.
Conhece alguma liberdade, quando chega ao cume.
Sente-se disperso entre as nuvens,
acha que reconheceu seus limites. Mas não sabe,
ainda, que agora tem de aprender a descer.



§


Um pastel cheio de dedos


Antes de chegar a Jardel, parei para comer um pastel
do qual, quando mordi, saíram pernas bonitas
de garotas fritas, mais um caroço de azeitona que comi também
sem pensar que loucura
um pastel erótico sentimental com cerveja que espremia
não só as pernas como também braços e cabelos no balcão do bar
eu não sabia se pedia um pano um balaio
comecei a ficar encabulado de tantas de uma só mordida
não sabia se botava no bolso ou se distribuía na rua
deus do céu que situação penosa
corpos em quantidade escorrendo do recheio de queijo
pela comissura dos lábios,
e eu, em terra estranha, tendo de parecer que era apenas
um idiota se babando com pastel fresco.



§


Ambições de assombrações


Incertos os galhos tortos, você
vê, armam-se como esqueletos
de silenciosa e fria carnadura
como se, no escuro, de cada galho
surgissem numerosas pessoas
vendo você observá-las na sua
desabitada languidez vegetal
de pessoas nuas resinosas
querendo corporificar sem poder
gestos aflitos, ritos solitários
músicas de imperceptível tremor
e, naturalmente, a semente da morte
inoculada por cada criatura
no seu próprio olho desmesurado.



§


Relações de estranhamento


A enxó o giz o grilo o cinzeiro
a cruz a carcaça a desova
a honra os retratos a herança o remorso
a usura o anzol o sono
e sua pesca de anseios afogados
no açude da infância o gosto
de sono das palavras


que nos ferem a mente o riso o vômito
a lâmpada o fosso o paraíso os espelhos
que de repente derramam nossos olhos
pela face barbeada de um estranho.



§


Aberto para os dedos de Deus


se eu fizer pelo menos a manhã começar
dos meus cabelos e tirar mais um pouco
da última fatia e não ficar lamentando
a primeira oportunidade perdida, e se eu não der
bola para os preconceitos que me reduzem até
eu mesmo achar que sendo um ser humano eu me explico
na complicação cósmica desses bagaços distantes
que são tão simples,
se eu realmente não puser mais o pé na fantasia
do dia que está à minha espera e represa
tantas demonologias ferozes que eu esqueço de olhar,
se eu não ficar completamente maluco
por isso e o desejo de cumprimentar
deus em pessoa.



§


Preocupações palacianas



Mulheres muitas carregando pesados
papéis e leves grampeadores passam
com ar febril dos mais atarefados.
...............Soldados
perfilam-se nos corredores.
...............Senhores
entram apoiados em negras
malinhas trepidantes e paletós quadrados.
A secretária atura desaforos e cala. O boy
espreme espinhas pela sala, com sono.
Há uma pilha de pastas em cada mesa.
Em cada coração, um vazio.
A hora do café no copinho
de plástico é a salvação da lavoura.



.
.
.

5 comentários:

Assis de Mello disse...

Leonardo Fróes é um tremendo poeta, ligado à natureza de forma reverencial, quase mística. Telúrico, traz a flora, a fauna e a paisagem para o coração dos urbanos com sensibilidade e rigor poético. Um dos meus poetas favoritos. Se alguém souber seu e-mail ou endereço, por favor, me passem. Gostaria de enviar um material para ele.
Parabéns pela postagem sobre ele.
Chico

denise disse...

belo artigo. grande tradutor eu sabia. agora que era tão grande poeta fiquei sabendo aqui. maravilhoso.

Dirceu Villa disse...

Fróes, sim. Esse é um poeta brasileiro que os brasileiros REALMENTE deveriam conhecer melhor.

(É uma das fascinantes coisas inexplicáveis, isso de não o conhecerem).

Enviaremos nossa caixa de quitutes recém-lançada, "demônio amarelo", para os editores da Modo, como manifestação de simpatia.

Meus parachoques pelo artigo & feliz com o monte de poema generosamente disponibilizado.

Ta,ta.

D.

Lalo Arias disse...

Minhas primeiras leituras em português do Ferlinghetti foram através da tradução, excelente, do Leonardo Fróes. Agradeço a vocês por diminuirem minha ignorância em relação a poesia dele. Tremendo poeta. Assim como também o António Franco Alexandre. Chega a doer tamanho desconhecimento de minha parte, diminuída um tantinho por conta do maravilhoso trabalho de vocês, editores deste blog.
Grato, de coração.

Banda Dhámma disse...

Grande Leonardo Fróes!

Muito grato pelo artigo!

Estou conhecendo cada vez mais esse poeta. E agradeço ao que é possível hoje ser encontrado pelos blogs.

Abraços a todos da revista, e mais uma vez parabéns pelo trabalho!