terça-feira, 5 de Maio de 2009

Nico Vassilakis


(Nico Vassilakis, "in other words, you see", 2006)

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Nico Vassilakis vive e trabalha em Seattle, nos Estados Unidos. Sua poesia envolve a pesquisa da textualidade da linguagem poética, manifestando-se na página, como Literatura, e como poesia visual, em vídeo e instalação. É um dos membros do Subtext Collective e tem exibido seus concrete films em festivais como: Rencontres Internationales (Paris e Berlim), Encuentro Internacional de Poesía Visual, Sonora y Experimental (Buenos Aires) ou ERRATA AND CONTRADICTION (Harvard). Publicou, entre outros, os livros Species Pieces after Perec (g-o-n-g press), TEXT LOSES TIME (ManyPenny Press, 2007) e Disparate Magnets (BlazeVOX Books, 2009), assim como o ensaio visual staReduction (Book Thug). Nico Vassilakis é o editor responsável pela chamada Sub Rosa Press.

No momento, sua série de poesia visual intitulada "5ive Sequences" está sendo exibida em Nova Iorque, no Rhizome AC - Institute Direct Chapel, entre 16 de abril e 09 de maio de 2009.

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Abaixo, o texto "Catena", em tradução de Ricardo Domeneck e original em inglês, os poemas visuais "stampologue" (2006) e "i swarm" (2008), um dos "Texts for nothing: But cut-up" e o poema sonoro "e".


TEXTO DE NICO VASSILAKIS


Catena

isole uma palavra. divida-a por incrementos. diferença de musa e duende, dissolve-se fundo no corpo. a resposta é uma satisfação. um ar move-se para preencher outro. a influência do x. qualquer tentativa de encapsular o significado atrai novo significado. não há um tempo verbal presente só uma história de tempos presentes. direção é um meio de exaurir a ânsia de mover-se. ou é provável que não escape desta página. há uma diferença na linguagem que torna impossível uma situação. uma detonação de sílabas está mais apta a expor a música como núcleo da fala. você escolhe um detalhe significante e a imagem se manifesta. a arquitetura tem que acentuar seus arredores. quanto mais você mostrar uma imagem ou o produto de uma imagem, mais ela será absorvida em seu viver. a linguagem está em movimento. a linguagem escrita está deslocando-se FAZENDO sua ascensão, logo em queda, colapso repentino. hoje é uma literatura contínua de movimento. o mundo é reduzido a uma ciência polar, uma invenção deliberada. o poder das palavras de criar equivalentes de experiência real. há um processo de conversão da página impressa à palavra falada ao pensamento. assim peneira-se o pouco solo que há. pense em poesia como fixar os olhos. o subproduto destrói o processo que o produziu. grilos extáticos. eu arrisco documentar a ocorrência de distância entre as coisas. dizem que a visão é a metade de tudo. um sistema completo requer outros sistemas completos. o que eu digo ouve-se, ouço o que você diz.

tradução de Ricardo Domeneck


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Catena


isolate a word. break it down to increments. a muse and duende difference, dissolves deep in the body. the answer is a satisfaction. one air moves to fill another. the influence of x. any attempt to encapsulate meaning attracts new meaning. there is no one present tense only a history of present tenses. direction is a means of exhausting the urge to move. or probably it won't escape this page. there is a difference in language that makes a situation impossible. a detonation of syllables is more apt to expose music as the core of speech. you choose one significant detail and the picture unfolds. architecture must accentuate its surroundings. the more of an image or product of that image you show, the more into your life it will be absorbed. the language is moving. the written language is shifting MAKING its way up, then falling, collapsing suddenly. today is a continuous literature of movement. the world is reduced to a polar science, is a deliberate invention. the power words have to create equivalents of real experience. there is a process of conversion from the printed page to the spoken word to thought. this is how to sift through what little soil there is. think of poetry as staring. the byproduct destroys the process which produced it. ecstatic crickets. I attempt to document the occurrence of distance between things. they say vision is half of everything. one whole system requires other whole systems. what I say is heard, what you say I hear.

(1994)


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(Nico Vassilakis, "stampologue", 2006)

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e - Nico Vassilakis
(Nico Vassilakis - poema sonoro "e")

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(Nico Vassilakis, "Text for nothing: But Cut-up 1")

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(Nico Vassilakis & Bill Wollaston, "i swarm", 2008)

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